domingo, 22 de junho de 2014

A jóia

Oh jóia brilhante,
Procuro aflito seus engastes,
E, estranho, não os acho,
Nem em prata, nem em ouro, ou em zircônio.

Toda pedra, toda gema,
Lapidada com esmero,
Facetada com muito zelo,
Se acha em moldura engastada.

O que há então ?
O que ocorre ?
Por que não te vejo,
Engaste obliterado ?

E aí, meditando melhor,
Não procurando com olhos,
Mas com o senso do ser,
Eu finalmente entendo.

O engaste procurado,
Resignado e oculto,
Feito do que não é material,
É minha própria alma,
E a jóia, a linda gema,
É a minha companheira,
Amiga e cúmplice.

Bernardo Meyer (Jun/2014)

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