Eu procuro vocábulos na noite,
Expressões profundas,
Num dicionário sem folhas,
Nesta enciclopédia escrita,
Nos anos que vem batendo o meu coração,
No silêncio dos sonos.
Existem Universidades abertas,
Nos terrenos do espírito,
Cercadas de enormes jardins,
Onde andam os poetas,
Sem que se movam suas pernas.
Amantes também passeiam,
Por este mundo paralelo,
Maior que este chamado de real.
Seus corações andam cheios,
De mil e uma percepções.
Seus olhos veem no escuro,
Miríades de sóis incontáveis,
Na imensurável matéria escura.
Certos óleos sobre telas,
São difíceis de explicar.
O mesmo eu digo de amar,
Com todos os seus detalhes.
Escrevo isto e volto a dormir,
Já estou bem mais calmo.
Que posso fazer se borbulha,
O espírito de poeta,
No templo de meu corpo ?
Bernardo Meyer (Jun/2014)
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